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Potência real

Potência real - Revista Car Stereo Profissional
Publicado em 17/02/2011 00:00:00

Um dia destes, um de nossos leitores me escreveu perguntando que amplificador ele deveria adquirir para tocar o seu subwoofer de 1800 watts. Perguntei a ele o modelo do subwoofer e então fui verificar em meus arquivos. Foi imensa a minha surpresa ao descobrir que o subwoofer do leitor tinha apenas 180 watts RMS.O subwoofer exibe uma potencia de 1800watts PMPO e 180 watts RMS. O dono do subwoofer ficou desapontado, mas o problema seria maior se ele não tivesse perguntado, pois com certeza ele compraria um amplificador de 100 watts, no mínimo, e teria um subwoofer funcionando por, no máximo, uma semana. Então, o próximo passo seria trocar o subwoofer, muitas vezes por outro igual, até que alguém descobrisse o que estava errado no sistema. Erros comuns de “entendimento” sobre as características de amplificadores e alto falantes são cada dia mais comuns. Estes “equívocos de marketing” trazem prejuízos constantes a lojistas e consumidores finais. Além de haver erro por parte do consumidor na hora de escolher os equipamentos, existem também as regras para freqüência de trabalho, que podem indiretamente limitar a potência, de alto falantes principalmente. Órgãos de defesa do consumidor se preocupam com a normalização de parâmetros que possam interferir na decisão do consumidor. Mas existem características de utilização que realmente dificultam este trabalho, já que um equipamento pode ser aplicado de diversas formas, a fim de resultados específicos para cada aplicação x objetivo. No próximo artigo vamos abordar alguns casos onde um equipamento, falante ou amplificador, pode ter resultados diferentes, além de limitar a potência que poderia ser aplicada. Abaixo, segue texto extraído do site do Inmetro: A análise de aparelhos de som está de acordo com os procedimentos do Programa de Análise de Produtos, posto que se trata de um produto de alto consumo pela população. Adicionalmente, observa-se que o consumidor necessita de mais informações, corretas e claras, que subsidiem a decisão de compra, contribuindo para que a aquisição do referido produto atenda realmente às suas necessidades, atendendo ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Outra questão suscitou ações adicionais, qual seja a utilização da potência PMPO, que vem sendo muito discutido. Em função da especificidade do assunto, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) solicitou ao Inmetro contribuições no sentido de padronizar a apresentação das potências de equipamentos de som. Quando se trata de especificações de equipamentos de som não há padronização da unidade de medida WATT. Diversas formas de medição e declaração da potência elétrica efetiva, tanto para alto-falantes quanto para amplificadores, foram elaboradas ao longo de anos de experiência adquirida e podemos destacar basicamente duas: RMS: é a sigla para Root Mean Square. É a forma mais conhecida e preferencial de declaração de potência elétrica de alto-falantes e amplificadores, onde o valor está diretamente ligado a energia perceptível. PMPO: é a sigla de Peak Music Power Output (numa tradução livre, Potência de Saída de Pico Musical). É a potência máxima que o equipamento é capaz de fornecer em um período muito limitado de tempo, sem levar em conta a distorção durante essa medida. Na forma como é definido, esse parâmetro apenas informa a potência instantânea que esse aparelho pode fornecer ao emitir um som que pode ser extremamente distorcido e por um período irrisório de tempo. Na sua definição inicial, o valor PMPO representava cerca de três vezes o valor RMS, no entanto, como não existe procedimento técnico normalizado, cada fabricante desenvolve seu próprio método para medir a potência de seus equipamentos, de forma que estes valores hoje podem chegar, no caso de alguns aparelhos analisados pelo Inmetro, até 50 vezes o valor RMS e, o que é considerado mais grave, o fator multiplicativo varia de fabricante a fabricante, impossibilitando assim uma comparação entre aparelhos de marcas diversas. Quando o microsystem está na prateleira da loja e o vendedor lhe diz que o amplificador A apresenta potência de 1000 Watts, e o B potência de 30 Watts você pode ficar tentado a comprar o primeiro, pois não é obrigado a saber, e a maioria não sabe, que o primeiro está em watts PMPO e o segundo em watts RMS. Normalmente nem o vendedor sabe. A maioria compara apenas o valor da potência e o preço, sem saber que está comprando coisas diferentes. Considerando que a declaração única da potência PMPO é uma informação incorreta para o consumidor, o Ministério Público celebrou um termo de ajustamento de conduta, em conjunto com fabricantes de aparelhos de som, no qual os mesmos ficam sujeitos a não inclusão nos rótulos, embalagens e manuais, referência à potência de saída de pico musical PMPO, sem que informem a Potência Média Contínua (RMS) em igual tamanho, fonte e destaque dado à unidade PMPO. Este procedimento abrange os equipamentos de áudio de fabricação nacional, bem como aqueles importados pelos fabricantes signatários do referido termo. Aplica-se ainda, aos anúncios publicitários veiculados nas mídias impressa e eletrônica, e em folhetos, catálogos ou qualquer outro meio de divulgação dos referidos produtos. O Institute of High Fidelity (IHF) dos Estados Unidos tentou, em vão, acabar com este problema, recentemente. Chegou a sugerir novos padrões de medição, mantendo-se a unidade WATT apenas para a potência RMS e criando um outro parâmetro chamado de Dynamic Headroom, expresso em decibéis (dB), para o desempenho dinâmico, porém a idéia não foi adiante. No próximo artigo, já cientes do que limita o entendimento do RMS x PMPO, daremos continuidade ao assunto, focando em sonorização automotiva.

Duvidas e sugestões: williansantiago@alchemyway.com.br

Treinamentos: williansantiago@stereo1.com.br

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